Economia Regional

Bioeconomia na Amazônia: o modelo que pode salvar a floresta e gerar renda para quem vive nela

Iniciativas que combinam conservação ambiental e geração de renda estão mostrando que é possível prosperar sem destruir a Amazônia.
Por Juliana Paixão  ·  21 de junho de 2025  ·  Norte Vista

Na comunidade ribeirinha de Aritapera, no Pará, a extração de óleos vegetais da floresta gera uma renda média de R$ 2.800 por família por mês — mais do que o dobro do salário mínimo. As famílias não precisam desmatar para isso. Na verdade, quanto mais floresta em pé, mais matéria-prima disponível para seus produtos.

Aritapera é um dos exemplos de bioeconomia amazônica que estão mostrando, na prática, que a floresta vale mais em pé do que derrubada. A bioeconomia — modelo econômico baseado no uso sustentável da biodiversidade — é cada vez mais citada como alternativa ao modelo extrativista predatório que historicamente dominou a Amazônia.

O que é bioeconomia e por que importa

Bioeconomia, no contexto amazônico, significa usar os recursos da floresta — plantas, animais, microrganismos, serviços ecossistêmicos — de forma que gere renda para as comunidades locais sem destruir a base natural que sustenta essa renda. Inclui desde a extração de óleos e resinas até o ecoturismo, passando por pesquisa farmacêutica, cosméticos naturais e créditos de carbono.

"A floresta sempre foi tratada como obstáculo ao desenvolvimento. Mas ela é o desenvolvimento. Só que um desenvolvimento que beneficia quem vive aqui, não quem vem de fora para extrair e ir embora."
Amazônia Bioeconomia Sustentabilidade
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